Monday, May 12, 2008

Não acendas o fogo...

Não acendas um fogo que não possas apagar!
Ora e vigia à noite...
Se não queres que ninguém saiba, não o faças, não acendas o fogo...
Enganei-me a respeito da natureza do amor
e não sinto agora desejo de brincar quando o mundo faz batota.
Acendi o fogo, enganei-me...
queimei a alma na mais escalarte e dolorosa perda.
Eterna e horrível privação escrita a sangue
na palma das minhas mãos feridas que o tempo não cura!
Não sinto o menor desejo de brincar
quando o mundo escolhe um amor que não passa de emoção.
Não acendas o fogo...
Aprendi que o amor verdadeiro não pode ser prejudicado
porque começa onde não se espera mais receber...
Basta esqueceres que existes, morrer para ti para viveres nos que amas...
As feridas da carne, o sangue a pingar
para apagar o fogo e o sim do fundo do ser cheio de consequências!
A dor faz da noite dia se entregares de vez tudo o que és e tudo o que precisas!

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