Thursday, September 25, 2008

Pelo que me faz falta mas a cada dia se afasta...

Falta muito, muito pouco para não aguentar mais...
O que será que vem a seguir a não aguentar mais...?
Espero não ter ainda de saber...
O desprezo é um veneno para os dias e a distância uma miragem quando não se avista nada!
Estou prestes a ceder não sei bem a quê, a que vontades, desejos e lágrimas de chorar o eu cá dentro escondido, entre o que sente como raizes de semente a perfurar a terra, teimando em deixar a sua marca e a estender os seus ramos frondosos para fora de mim...
Nem esses ramos tocam aquilo que preciso.
Nem eu sei onde encontrar a paz e a sensatez de me imiscuir desta sofreguidão da alma pelo que não posso ser, não posso ter, pelo que me faz falta mas a cada dia se afasta numa clara expressão de querer e não querer!
E acho mesmo que não vou aguentar mais...

Tuesday, September 16, 2008

Dor difícil de enfrentar...
dor da perda
Saudade, necessidade de a contar...
Certeza! Sensação de vazio!
Aquilo que vivemos muda a gente, mas não o que se sente.
A vida não volta a ser a mesma, é como o leito de um rio...
Nada ficou, nem que preso por um fio...
Quais os erros, quais as virtudes?
Daqui já nada avisto, nem mentiras, nem verdades, nem sossegos,
a não ser dor, sempre a mesma...
a que vem da permanência do amor...
Que é feito dos momentos de calor?
Das retinas a brilhar?
Do que não existe para contar!?

Wednesday, September 3, 2008

Saudades

Podemos sentir saudades de quem está perto. Essa palavra de poesia feita de perda e distância, onde quem sofre é quem fica na espera da nostalgia partida.

Mas que é possível matar as saudades, pois, relembrando a alegria dos momentos e das coisas eternas que ficam dentro, entre os suspiros brancos da memória.

E quando nos meus olhos nada mais restar dos rostos que saudo, sei que continuarão meu fado.

E sorrindo vou mentindo à dor, para que esta saudade não me sufoque a vida e dentro dos meus braços sonho todos os abraços.

Dor que é passado que ainda não deixou de ser saudade, nesta parte de mim que sinto para lá do pranto do coração a transbordar pelos olhos.

Saudade! O que resta hoje para sentir os mundos que vivi! O tempo avança, mas a saudade ilude os momentos e os rostos acompanham-te para todos os lugares.

Vento que passa pelas pegadas da vida, incapaz de apagar imagens que a saudade guarda como se de retratos se tratassem, nessa constante presença de quem não está!