Tuesday, May 13, 2008

As coisas simples são as que ficam no coração!

[escrito em Setembro de 2002, antes de todas as epopeias dolorosas, num estado de felicidade, sonho e limpidez de alma, até agora jamais inatingível]


Ao som da música dos pensamentos
nem um lugar livre no espírito...
E exulto de uma dor alegre e merecida...!
Como é doce o amargo de sentir...
e será sempre assim...Deus queira!?
Sentir passar e viver os momentos...
Não é a primeira vez nem será a última
a vez que me percorre assim
a vida e o tempo imaginário...
E esta noite que corre e o futuro que vem
os promenores e as cores do presente
que me ensinam e logo são passado...
É essa incrível sensação do irrepetível
e do mágico...
e com a oportunidade vem outro momento
e experiências que no caminho só cabem aqui ou ali...
é, então que observo a comédia e reparo
na importância deste gesto
e de novo clamo ao dom atento
que me prenda nessa felicidade
de ser e estar agora...
Como que no alto da montanha rodeada de três tendas
exaladas de luz divina...
Inspiro e cada segundo passa milimetricamente pelos sentidos
nessa sensibilidade despertada pela compreensão
da beleza e da eloquência da vida...
Mas no acto de extase
no desejo de ali permanecer no tempo e na luz...
a dor de ter que partir
ter que seguir e guardar tudo na caixinha
da memória e da recordação...
E com o coração despedaçado pela dor
e com as lágrimas nos olhos raiados de felicidade
reconheço que as coisas importantes permanecem comigo
e que nas veias após mais um mágico momento
levo guardados horizontes e histórias
para contar e crescer...
Estender os braços, sentir e lançar-me a correr
e ao som da música surge-me o lugar onde
a razão se une à emoção e regresso a esse
doce amargo de mutar e sentir!

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