Sinto-me, sem sentir, todo abrasado Wednesday, July 30, 2008
A uma ausência...
Sinto-me, sem sentir, todo abrasado No rigoroso fogo que me alenta;
O mal, que me consome, me sustenta,
O bem, que me entretém, me dá cuidado;
Ando sem mover, falo calado,
O que mais perto vejo se me ausenta,
E o que estou sem ver mais me atormenta,
Alegro-me de ver-me atormentado;
Choro no mesmo ponto em que me rio,
No mor risco me anima a confiança,
Do que menos se espera estou mais certo;
Mas se de confiado desconfio,
É porque entre os receios da mudança
Ando perdido em mim, como em deserto.
António Barbosa Bacelar
(1610-1663)
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1 comment:
À TUA PRESENÇA...
Eu me sinto.., sentindo!
Eu te sinto.., sorrindo!
Este bem que me alenta
Me consome e me sustenta.
Parado eu ando, alucinado
Calado eu falo, tresloucado
O que não vejo fechado
Me permite entrar, esperançado!
Já chorei, mas já não choro
Já rezei, agora coro
Sempre que toco, o teu ser
Me sinto de novo a viver.
O risco do amor
Para ti.., é um louvor
O risco de te animar
Eu arrisco.., é teu olhar!
O teu olhar é.., sinal de mudança
Tu me chamas, sinal de esperança
Perdido em mim
Dentro de ti!
Já fui deserto,
Mas agora acerto!?
Espero do mundo inteiro
Apenas teu doce cheiro.
Mais uma vez me inspiraste
E versos admiraste!?
Desculpa a invasão
Não resisti.., à tentação!
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